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Caros alunos

29/09/2009

Espero que vocês estejam lendo os textos indicados, pois esta leitura prévia é indispensável para dicutirmos os conceitos que sustentam a teoria piagetiana e dialogam com os estudos de Paulo Freire.

A proposta inicial da disciplina pretender discutir o conceito de Autonomia em ambos os autores.

Para iniciarmos nossas discussões proponho que vocès respondam o seguinte questionamento:

O que é autonomia na sua concepção?

A partir daí poderemos estar discutindo um pouco mais.

Espero vocês!!!

42 Comentários leave one →
  1. 29/09/2009 16:17

    Olá a todos!

    Meu nome é Pedro e sou aluno do Curso de Especialização em Educação Matemática. Estou cursando a disciplina com o objetivo de aprofundar meus conhecimentos teóricos no campo educacional e de sentir como é o comportamento e quais as exigência de um curso de mestrado.

    Sobre o questionamento, respondendo com base na Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, e de minha experiência docente, autonomia é a capacidade de gerenciar-se sem a necessidade de ter sempre algo ou alguém ditando o que deve ser feito. É também a capacidade de saber quando pedir ajuda, a quem pedir ajuda e quantas vezes. Em minha prática, tento possibilitar ao aluno o desenvolvimento de sua autonomia como estudante, de buscar os saberes sem a necessidade de alguém estar ali no comando e sim por ele mesmo (“correr atrás”).

    Autonomia também é, para mim, a capacidade de respeitar os direitos dos outros, entendendo o fato que somos todos iguais porém não pensamos da mesma forma.

  2. Rosane Sarturi permalink
    30/09/2009 0:03

    Isso mesmo Pedro, precisamos pensar se a autonomia existe dentro de uma relação individual ou em grupo?

  3. 02/10/2009 6:12

    Olá,

    Penso que a autonomia do sujeito é individual, contituida a partir da sua historicidade, onde é capaz de decidir, de fazer escolhas…
    Já a autonomia da escola acredito que deve ser desenvolida pelo grupo de forma democrática.

    Abraços,

  4. Rosane Sarturi permalink
    02/10/2009 12:39

    É importante pensar esta individualidade no conjunto da sociedade, este sujeito individual constitui-se na sua historicidade de forma isolada? Qual a relação com os valores? O que encerra este conceito de democracia a ser desenvolvido no grupo? Vamos pensar em que sentido os estudos de Freire e Piaget contribuem para pensar estas questões.

  5. Prof. Valmir da Silva permalink
    02/10/2009 13:29

    “Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém” Freire resume nesta frase minha concepção de autonomia, pois, ser autonomo está além da “libertade” de decisões, expressões e movimentos, acredito que a essência da autonomia está no pensamento, na criticidade e na tomada de decisões conscientes. Penso que o sujeito outonomo tem a possibilidade de ver o mundo com “outros olhos”. Um exemplo disso está numa das cenas clássica do filme “Sociedade dos Poetas Mortos” no momento que o professor “Capitão meu Capitão” deixa a sala e a maioria dos alunos sobem na classe para dizer que aprenderam, a partir de sua Pedagogia’ a ver o mundo com “outros olhos”, essa tomada de consciência lhes deu, com toda certeza, perspectivas de serem sujeitos da sua própria história. Frei Betto, num agradecimento a Freire escreve na contra capa do livro Pedagogia da Autonomia “[…] A sua Pedagogia professor, permitiu que os pobres se tornassem sujeitos políticos. […]” “O pobre sabe, mas nem sempre sabe que sabe. E quando aprende é capaz de expressões como esta que ouvi da boca de um senhor, alfabetizado aos 60 anos. […] O senhor fez os pobres conquistarem auto-estima. […] Eles aprenderam que “Ivo viu a uva” e que a uva que Ivo viu e não comprou é cara porque o país não dispõe de política agrícula adequda e nem permite que todos tenham acesso a alimentação básica”. Frei Betto continua em seu agradecimento a Freire ressaltando a importância de sua Pedagogia na conquista da autonomia de seus “alunos”, segundo Frei Betto, esses sujeitos “foram emergindo da esfera da ingenuidade para a esfera da crítica; da passividade à militância, da dor à esperança; da resignação à utopia”. Autonomia para mim é isso, ver o mundo com “outros olhos”, ter liberdade de pensamento, consciência crítica e política, capacidade de reconhecer em sí e no outro a possibilidade de ser sujeito da sua própria história na construção de um mundo no qual o homem possa agir a partir da ética e da consciência crítica, fazendo assim, parte integrante e constante do processo democrátio de uma sociedade para todos.
    Um abraço, Prof. Valmir da Silva.

    • Rosane Sarturi permalink
      03/10/2009 17:05

      O Valmir traz a tona uma questão muito importante na teoria de Freires, quando destaca que * ter liberdade de pensamento, consciência crítica e política, capacidade de reconhecer em sí e no outro a possibilidade de ser sujeito da sua própria história na construção de um mundo no qual o homem possa agir a partir da ética e da consciência crítica, fazendo assim, parte integrante e constante do processo democrátio de uma sociedade para todos.* Como poderíamos relacionar a questão deste sujeito de sua ação com a teoria piagetiana? Como os educadores podem pensar uma formação de sujeitos críticos e autonomos baseados em uma prática bancária em educação?

  6. Daniele permalink
    03/10/2009 16:26

    Olá a todos!

    Meu nome é Daniele, sou formada em Biologia e acabo de concluir a especialização em Educação Ambiental. Para mim é de extrema importância poder estar aqui aprofundamento meus conhecimentos a cerca dessa temática tão envolvente e relevante que é a educação. Ainda mais tendo por base autores tão renomados e significativos como os que estamos trabalhando.
    Ao meu ver a autonomia é um assunto bastante amplo e que pode ser discutido por diferentes pontos de vista, mas com um objetivo em comum. Na minha concepção, considerando o educador, a autonomia é a capacidade de “gerenciar” um grupo de pessoas que estão reunidas a fim de discutir ou aprender sobre determinado assunto. Mas essa autonomia delegada ao professor precisa ser encarada por ele como uma forma de orientar e estabelecer conexões entre as idéias dos alunos. Assim, é preciso cautela para que esse direito de autonomia não vire autoridade.
    Considerando o educando e o sujeito em geral, a autonomia é a capacidade de estar no mundo, detectando e principalmente intervindo. Quero dizer com isso, que o professor precisa além de aceitar, estimular que o estudante desenvolva essa capacidade de buscar informações e construir o seu conhecimento com autonomia, com liberdade e principalmente independência.

    Em relação à autonomia individual ou em grupo, acredito que a autonomia do sujeito seja individual. O indivíduo sempre terá o direito de escolher e defender o seu ponto de vista. Embora no âmbito escolar, a autonomia precise ser em grupo, cada indivíduo terá a sua opinião e mesmo que seja preciso chegar a um consenso cada um terá a sua ideia a respeito.
    Entretanto, bem como a professora Rosane colocou, é preciso pensar essa individualidade no conjunto da sociedade, e aí passo a pensar que não somos só no mundo. De uma forma ou de outra convivemos em conjunto, seja na escola, em casa, ou na sociedade em geral.
    E aí, embora tenhamos a nossa autonomia, a nossa capacidade de sermos nós, liberdade de ser e pensar, somos parte integrante de uma sociedade democrática.
    Abraços.
    Daniele

  7. Rosane Sarturi permalink
    03/10/2009 17:08

    A Daniele traz para a discussão os conceitos de liberdade e autoridade. Qual a relação existente entre ambos? Como o professor pode encontrar este equilíbrio? Em que momento a teoria piagetiana pode contribuir para pensar esta forma de aprende r e ver o mundo, como diria Freire, com ele e dentro dele?

    • Daniele permalink
      04/10/2009 1:01

      Liberdade e autoridade estão diretamente relacionados quando se pensa em educação libertadora. Segundo Paulo Freire, o professor nunca poderá deixar de ter autoridade. Sem autoridade, é muito difícil modelar a liberdade dos estudantes.
      Assim, o professor tem que assumir a autoridade necessária que deve ter, sem ultrapassá-la. Portanto, o equilíbrio entre liberdade e autoridade não é fácil.

      • Marcelo permalink
        05/10/2009 13:01

        Olá Daniele,

        realmente essa é uma questão chave na educação. Historicamente, as discussões em torno da educação estão voltadas para esses temas, na pedagogia tradicional, o professor é quem tem o poder, o autoritarismo, e o usa para manter a ordem; a escola Nova se opõe a isso e põe o aluno como o centro do processo, conferindo-lhe maior liberdade. O que a prática tem demonstrado é que o autoritarismo da pedagogia tradicional tem sobrevivido a esses longos anos. Parece ser mais confortáve agir dessa forma e ela já está no imaginário e enraizada nas práticas das escolas, pois esse é o referencial vivido por muitos até hoje.
        Em uma das aulas da docência orientada que faço nesse semestre, a discussão sobre autoridade, autoritarismo e liberdade veio a tona e foi muito interessante. Ao questionar os alunos, a grande maioria respondeu que dos professores que marcaram seu processo de escolarização, em sua totalidade, eram professores que tinham autoridade, mas nunca autoritários, esses não são lembrados pela pessoa que eram e são, e poucas vezes pelo conteúdo que transmitiram. Conversamos nesse dia também sobre a postura desse professor que tem uma autoridade e como ela se constrói. Segundo os alunos, a autoridade é construída na relação com os alunos, no respeito que se tem para com eles, na atenção dispensada, no humano que existe em cada um. A sala de aual, a escola, é um local de convivência, não de batalha, de aprisionamento, de enquadramento. A escola é o espaço no qual seres humanos discutem e constroem conhecimentos, um espaço que faz parte de sua educação, de sua formação. Quando isso for claro, não será mais necessário o autoritarismo do professor e das práticas ditas pedagógicas.

        • Rosane Sarturi permalink
          05/10/2009 14:07

          Daniele, Marcelo e todos os demais, percebam que a automia surge na relação com o utro ou outros, que a escola tradicionalmente foi constituindo-se como o locus de formação dos cidadãos, porém, Authusser na década de setenta denunciou conjuntamente com Bordieu e outros estudiosos, que ela passou a ser uma aparelho ideológico a serviço do Estado, como diria a Daniele, modelando os jovens e reproduzindo a estrutura social vigente. O movimento escolanovista vem romper com esta diàmica, porém ainda baseado no princípio Cartesiano de opostos, contrários que se negam e não se complementam. o que faz com que do domínio do professor passe para o domínio do alunos, o pressuposto epistemológico deste movimento foi o lasser fer, o apriorismo, que colocou o professor na posição de FACILITADOR, aquele que precisa dar total liberdade para que o sujeito aprenda, porque afinal, ele nasce pronto. Tanto Piaget, quanto Freire estão falando de uma outra proposta epistemológica, que não nega nem a primeira, nem a segunda, ou seja, nem o empirismo e enm o apriorismo, mas rejeita o determinismo de ambas. Qual será o pael do professor neste processo. Como podemos explicar a questão do equilíbrio apresentado pela Daniele na em Piagete e em Freire?

          • Daniele permalink
            06/10/2009 1:59

            Acredito que o papel do professor seja o de problematizar. O que não caracteriza a educação bancária denominada por Paulo Freire e nem a Empirista de Piaget. E também não está de acordo com o apriorismo onde o professor é um facilitador e que deve interferir o mínimo possível, o que caracteriza a pedagogia não-diretiva.
            O equilíbrio, de acordo com Becker, seria a pedagogia relacional, na qual Piaget coloca que o conhecimento tem início quando o educando age. Para Freire o professor aprende com o aluno e o aluno além de aprender, ensina. Assim, o equilíbrio autonomia/liberdade pode ser estabelecido e nesta relação professor e alunos avançam no tempo e controem conhecimentos por meio da partilha.
            Daniele

  8. Wanda Maria Genro Appel permalink
    03/10/2009 22:44

    Freire postula que o homem é um ser inacabado e essa consciência de incomplitude do sujeito e do meio fundamenta-se na postura construtivista. Grante ser necessário não só conhecer o mundo, é preciso tranformá-lo, a práxis porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para modificá-lo.
    É visível pois, que ambos (Piaget e Freire, negam o modelo tradicional de educação. Piaget mostra a educação tradicional como empirista, e Freire a denomina com Pedagogia Bancária, ambos defendem que uma nova educação faz-se necessário para que mudanças sociais aconteçam. Piaget afirma que é possível o professor conciliar a utilização do concreto para a construção do conhecimento, partindo de conhecimentos prévios do aluno para contextualização e Freire também defende que o professor pode partir do conhecimento que a criança adquire das relações sociais e alcançe o conhecimento sistematizado.

    • Rosane Sarturi permalink
      05/10/2009 13:44

      O exercício que a Wanda realiza aqui, começou a provocar o diálogo entre os dois autores. Quando falamos de uma prática bancária, estamos falando de uma ação pedagógica que não permite a existència de dois ou mais sujeitos em ação, a ação é de um sobre o outro. No caso do empirismo, que é a epistemologia que dá sustentabilidade a prática bancária, a crítica refere-se mais uma vez a questão da ação de um sobre o outro de forma arbitrária e determinante, o que Piaget critica no empirismo é este determinismo, não podemos negar a influència do meio sobre os sujeitos, porém não podemos esquecer que este sujeito aprende na interação com ele. Neste sentido poderíamos dizer que tanto Freire, quanto Piaget acreditam que a ação do sujeito é ó princípio básico da aprendizagem. Desta forma, voltamos a pergunta: Como poderemos transformar a escola que temos, na escola que queremos? Como cumprir o objetivo da educação nacional? Será que a nossa sociedade poderá superar os modelos hegemònicos de dominação? Qual o pael da autonomia nesta estrutura social mais igualitária que defendemos?

  9. Marcelo permalink
    05/10/2009 12:44

    Prezados colegas,

    meu nome é Marcelo, sou Mestrando em Educação pela UFSM, na linha de Práticas Escolares e Políticas Públicas, orientando da professora Rosane.
    Inicialmente, em relação ao conceito de autonomia, creio que seja ela a expressão da emancipação do sujeito, como diz Freire. O sujeito autônomo é aquele consegue agir e pensar de forma crítica frente às situações que se apresentam na vida em sociedade, ou seja, é o sujeito de sua ação, que toma decisões, que responsabiliza-se por seus atos, que busca no coletivo da sociedade opções para melhorá-la, ou transformá-la, como desejo de Freire. E de que forma isso seria possível? Por meio da educação, mas uma educação diferente daquela então vivida e que persiste no imaginário e nas práticas em nossas escolas até hoje, a educação tradicional, bancária denominada por Freire. É nesse contexto que Freire dá vida a palavras como autonomia, sonho, amor, esperança, porque em uma educação bancária, o sujeito não é autônomo, não tem opinião própria, não tem um espaço de ação constituído. Em uma educação bancária, o sujeito é heterônomo, ou seja, recebe e executa ordens, a sua ação não é sua, mas sim pensada por alguém. A Educação popular, proposta pro Freire surge num contexto diferenciado, com pessoas adultas e não alfabetizadas e depois consolidou-se também na escola regular, quando secretário da educação em São Paulo.
    A proposta de Freire se tornou destacada por valorizar os saberes do cotidiano dos alunos e a partir deles introduzir o conhecimento sistematizado. É uma proposta voltada para a construção da autonomia do sujeito, na qual os temas surgem de suas demandas e necessidades e são aprofundados por meio dos saberes historicamente contruídos. Freire não propunha um conhecimento disciplinar, mas sim integrado e relacionado, a partir de um tema gerador. Dessa forma, as amarras de uma educação tradicional, aprisionante, são desmascaradas, não há a fragmentação, o autoritarismo, o disciplinamento. A autonomia começa a se construir na própria relação do educando com o conhecimento, no seu posicionamento crítico e reflexivo, na sua participação. O sujeito autônomo é o que participa da vida da sociedade, e que está inserido nela, fazendo valer seus direitos de cidadão e obviamento cumprindo seus deveres. Por isso, na minha opinião, a autonomia se dá no conjunto da sociedade, quando estamos com outras pessoas. Em nossa individualidade somos autônomos, escolhemos o que queremos e o que não queremos, o verdadeiro exercício da autonomia se dá no conjunto da sociedade, onde decisões afetam o dia-a-dia de várias pessoas, onde vivemos e convivemos na busca de uma sociedade mais igualitária.

    Marcelo

  10. Rosane Sarturi permalink
    05/10/2009 13:54

    É possivel perceber que o diálogo começa a perpassar as nossas falas transcritas neste espaço. Paulo Freire possuia uma característica muito interessante nos seus textos, parece estar conversando conosco todo o tempo, como se necessitasse das nossas posições para continuar escrevendo, por isso acredito que muitos livros. inclusive. foram escritos a duas mãos. Em alguns estudiosos temos a sensação de que falam consigo mesmo, pensam para si. Já Piaget escrve quase todo o tempo baseado nas experièncias realizadas, narra e analisa cada momento do processo. Neste sentido, pensar autonomia, nomia e heteronomia nos reporta para a origem do significado etimológico, que é construído a partir de estudos que pensam a sociedade, que pensam os homens e mulheres que a constitue. Como poderemos promover o verdadeiro exercício da autonomia no nosso cotidiano?

    • Daniele permalink
      06/10/2009 2:13

      Acho que uma boa maneira de exercer a nossa autonomia é sermos sujeitos ativos, capazes de diagnosticar e intervir na sociedade, como sujeitos críticos. Não nos neutralizando diante das situações.
      Os educadores devem chegar na escola ou na sala de aula convictos de que a mudança é necessária, embora muitas vezes difícil, os obstáculos são muitos. Muitos professores, para não dizer a maioria, praticam a educação bancária, na velha transferência de conhecimentos. Realmente é mais fácil, os alunos de hoje não são mais os alunos de antigamente que viam no professor um exemplo a ser seguido. Hoje os alunos sabem que eles podem, que eles tem direitos, e diante dessa situação os professores acabam se fechando e aproveitando a sua autonomia de forma autoritária para impor respeito.

  11. 06/10/2009 2:28

    A discussão começa a ficar mais interessante, observa-se que a importancia da relação e da autonomia promovida por uma educação dialógica poderá constituir-se em um caminho pedagógico que valorize a ação dos sujeitos nas práticas sociais. Devemos lembrar que a relação baseada em uma pedagogia tradicional percebe o sujeito com tábula rasa, como alguém que não tem o que ensinar, um recepiente a ser recheado, cuja relação com o outro é linear e AUTORITÁRIA, baseada no MEDO. Neste sentido, cabe pensar: Como uma prática educacional emancipatória precisa ser operacionalizada para lograr uma relação equilibrada entre Autoridade e Liberdade?

  12. Wanda Maria Genro Appel permalink
    06/10/2009 11:51

    Piaget afirma que a única maneira de ser ativo consiste em deixar que as crianças organizem suas atividades a partir de um objetivo mais ou menos preciso. As verdades já estruturadas pelos adultos e apresentadas de forma organizada pelo professor favorece a autonomia?
    Vemos noutra tese piagetina que o desenvolvimento cognitivo é processo sequêncial marcado por etapas caracterizadas por estruturas mentais diferenciadas.
    Para compreender os problemas e resolvê-los, depende da estrutura mental que a criança apresenta naquele momento, isto só será possível através de observação criteriosa, pois antes de apresentarmos um novo problema de aprendizagem deveríamos cuidar de levantar as operações lógicas e infralógicas necessárias à solução, assim a criança teria condições de compreendê-las e resolvê-las. Então, finalmente registramos uma inferência: a educação deve ser orientada para a AUTONOMIA.
    Se as estruturas do pensamento são adquiridas pela ação do sujeito sobre o meio, o papel do professor é proporcionar condições para a construção destas estruturas por meio de métodos ativos que envolvam a experimentação, a reflexão e a descoberta.

  13. Rosane Sarturi permalink
    06/10/2009 13:22

    Neste sentido, Freire escreveu pelo menos dois livros, um deles com Ira Shor- Medo e ousadia, o outro se denomina por uma Pedagogia da pergunta. Observa-se assim, que a ação do sujeito é uma prática imprescindível para a construção da AUTONOMIA. Desta forma, voltamos a perguntar: Como poderemos construir um espaço de ensino-aprendizagem que promova a AUTONOMIA?

  14. Marcelo permalink
    06/10/2009 14:56

    Parece que chegamos a um consenso de que a ação do sujeito é uma prática imprescindível para a construção da autonomia, do conhecimento. A questão que a professora Rosane coloca é difícil de ser respondida, pois remete aparentemente, a uma prática que não vivemos e que não temos presente em nossa trajetória escolar. A meu ver, a resposta está na própria pergunta: esse espaço será construído quando realmente as práticas forem de ensino-aprendizagem e não de forma dissociada como acontece geralmente, o professor ensina, o aluno aprende, o professor deposita conhecimento e o aluno recebe, o professor é ativo e o aluno passivo, o professor sabe e o aluno é tábula rasa; enquanto essas práticas se fizerem presentes, o espaço do ensino-aprendizagem não está garantido, e dessa forma, a autonomia não está sendo construída, pois sempre há a predominância de um sobre outro, do ensinar sobre o aprender.
    O espaço de ensino-aprendizagem remete à ação dos sujeitos em nível de igualdade na construção do conhecimento, professor aluno juntos, instigados pelo processo de produção e significação de saberes. Paulo Freire em sua obra Pedagogia da Autonomia nos traz os saberes necessários à educação do futuro e neles estão exprimidos,a o meu ver, as ações que permitem e oportunizam uma relação ensino-aprendizagem, resultante na construção da autonomia. É uma obra que na leitura e reflexão de item por item podemos perceber a intencionalidade social, política e educacional do pensamento de Freire. Não vou citar tudo aqui, mas creio que para construir um espaço que promova a autonomia do sujeito, é necessário ler, refletir e se orientar pelos saberes que Paulo Freire nos traz na obra Pedagogia da Autonomia.

  15. Rosane Sarturi permalink
    06/10/2009 15:30

    O Marcelo conseguiu captar a questão. Se precisamos contruir este espaço, precisamos então descobrir qual é o nosso papel como educadores e formadores de formadores que precisamos assumir? Qual a epistemolgia que necessitamos adotar para desenvolver o nosso papel? Como diria Freire, se a nossa opção é progressista, como poderemos aceitar a passividade e a posição ingenua, de quem acredita que a sua presença (ação) no mundo não faz diferença?

  16. Wanda Maria Genro Appel permalink
    07/10/2009 12:45

    Continuando nosso diálogo, a questão apontada pelo colega Marcelo e a Professora Rosane é como descobrir qual é o nosso papel como educadores.
    Duranre uma conferência apresentada no 28° Congresso Suíço de Professores, vejam bem, em 08/07/44, Piaget sempre com muito respeito e entusiasmo pela profissão de educador, já via a ação de educar como condição primeira para o alcançe da liberdade humana, então apreciem a citação: “É óbvio que uma educação do pensamento, da razão e da própria lógica é necessária e que é condição indispensável da educação da liberdade. Não é suficiente preenccher a memória de conhecimentos úteis para se fazer homens livres: é preciso formar inteligências ativas.”
    Epistemológicamente falando, será que não devemos nos voltar a conhecer o sujeito epistêmico, este sujeito em processo de construção de conhecimento?

  17. Rosane Sarturi permalink
    08/10/2009 1:25

    Piaget realmente foi muito ousado para a sua época, contrapor as teorias que percebiam o sujeito como tábula ras e propor a concepção de um sujeito epistêmico foi um ato de grande ousadia, como diria Freire e Ira Shor no livro Medo e Ousadia. Mas, afinal, o que significa um sujeito epistêmico? Quando falamos em Liberdade, é importante lembrar Freire na Pedagogia da Autonomia e em Cartas a Cristina, quando provoca uma relação dialética de complementariedade entre liberdade e autoridade.

  18. Prof. Valmir permalink
    08/10/2009 12:47

    Como poderemos construir um espaço de ensino-aprendizagem que promova a AUTONOMIA?
    Penso que reconstruir este espaço seria nosso desafio desencadeador para uma ação transformadora. Como disse Freire, “as coisas não são assim, elas estão assim” e se estão assim, é possível reconstruir um espaço de ensino que promova entre outros, a autonomia. Acredito que a questão levantada é fácil de responder, o desafiador é romper com as amarras cristalizadas no sistema que está aí imposto e partir para uma prática transformadora. O meu posicionamento crítico é de que esta reconstrução pode começar pelo professor conhecendo os mecanismos tácitos da dominação que permeiam o atual sistema econômico capitalista/neoliberal e sua política hegemônica de controle, que segundo Bourdieu, “são responsáveis pela manutenção das hierarquias sociais que produzem tanto as exclusões como as prerrogativas de poder”. Assim como, conhecer, ter claro e relacionar os quatro pilares básicos da educação, os conteúdos, os princípios educacionais, levando em consideração pressupostos teóricos como de Piaget sobre a autonomia moral e intelectual, e, a partir disso, assumir uma postura de ação ética, que repudie qualquer forma de discurso fatalista legitimador das incertezas, do abandono, do individualismo, da hipocrisia, do descaso, da justificação. E quando o professor for fazer seu planejamento que lhe faça duas perguntas básicas: para que? Para Quem? Estou planejando. Tenho claro que estas possibilidades estão dentro de um projeto político de gestão democrática participativa e o meu papel como professor é de dar legitimidade a estas convicções.
    Abraços, Prof. Valmir

    • Rosane Sarturi permalink
      12/10/2009 22:36

      Dentro da discussão apresentada pelo Valmir destaco que além do para quem e para que, precisamos saber ainda a favor de quem ou contra quem. Além de pensar que o conteúdo, como diria Freire não é a essência do fenômeno educacional, ele é ferramente para alcançarmos os nossos objetivos, que podem pautar-se tanto por uma postura de dominação, quanto de emancipação. Aí está o pael do professor….

  19. Prof. Valmir permalink
    08/10/2009 12:50

    Como poderíamos relacionar a questão deste sujeito de sua ação com a teoria piagetiana?

    Para Piaget a criança nasce dependente de outrem, ou seja, heterônoma e com o passar do tempo vai aprendendo a governar-se a si mesma tornando-se autônoma. O princípio da constituição da autonomia segundo Piaget se desenvolve juntamente com o processo da autoconsciência. A falta de consciência do Eu e a consciência centrada no outro anula a ação do indivíduo como sujeito, o indivíduo se submete as regras e práticas em função do outro. Nessa perspectiva, pode-se avaliar que na vida adulta o sujeito sem consciência crítica e política pode ficar submisso às regras e valores de outrem. Nesse sentido, Piaget sustenta que a autonomia se dá na capacidade de se estabelecer relações cooperativas, relações estas que pode colocar o homem como sujeito de sua ação.
    Abraços, Prof. Valmir

  20. 12/10/2009 6:18

    Esse diálogo que estamos estabelecendo aqui inicia com as questões de autonomia do sujeito e por conseguiencia a sua busca por liberdade, quando a professora Rosane nos nos questiona “Será que a nossa sociedade poderá superar os modelos hegemònicos de dominação?”
    Me reporto ao conceito de “hegemonia”, que Gramsci demonstra como a classe social que ocupa o poder, impõe a sua visão de mundo e seus modos de vida particulares através de ideologia, tornando-a aceita e justificada perante as massas.O sistema produtivo demanda um determinado perfil de cidadão/produtor, capaz de se adaptar e atender suas exigências, incorporando e introjetando modos de sentir, viver e pensar.
    Nessa lógica percebe-se o papel educativo do Estado como instância que visa garantir a criação e manutenção do consenso favorável à classe hegemônica.
    Ao Estado, de acordo ainda com Gramsci, caberia não apenas garantir a qualificação de mão-de-obra para atender ao projeto hegemônico, como garantir o controle das classes sociais não alinhadas a ele. Mas isso não ocorre apenas por meios coercitivos (conceito de “sociedade política”), mas também através de instituições responsáveis pela elaboração e difusão de ideologias (“sociedade civil”), entre elas a escola.
    Considerando o pensamento de Paulo Freire, “Ninguém vive plenamente a democracia nem tampouco a ajuda a crescer, primeiro se é interditado no seu direito de falar, de ter voz, de fazer o seu discurso crítico; segundo, se não se engaja, de uma ou de outra forma, na briga em defesa desse direito, que no fundo, é o direito também a atuar” ( FREIRE, 1997, p.88), temos um sujeito que muitas vezes vive na ilusão de ser autônomo, sendo assujeitado pela ideologia dominante, como fala Altusser que “a ideologia interpela os indivíduos enquanto sujeitos”.
    Assim tanto o dessenvolvimento de sujeitos autonomos, quando a construção de uma escola “livre” de uma ideologia dominante que se ocupa em “formatar” seres humanos para ocuparem um espaço pré determinado e manter esse “ciclo” desigual de sociedade… me fazem pensar em como podemos trabalhar efetivamente para desenvolver em nós e em nossos alunos esse senso de liberdade e autonomia, como lutar contra uma historicidade marcada em nós…..
    Uma das possibilidades para reverter esse cenário nós podemos buscar em Freire e Piaget quando concordam que a ação do sujeito é o princípio básico da aprendizagem, nosso caminho a percorrer seria a efetivação de um trabalho que acredita no ser humano enquando sujeito transformador do seu meio, um trabalho que promova o senso crítico e problematização da realidade, assim poderemos encurtar a distância entre a teoria e prática.

    • Rosane Sarturi permalink
      12/10/2009 22:44

      Neste sentido podemos fazer uma relação com os estudos de Freire quando discute a pedagogia do oprimido, pois ela consiste na tomada de consciência do sujeito da sua condição de oprimido, para a partir daí assumir-se e realizar a sua pedagogia, a luta pelo seu espaço de atuação e de luta pela superação do assujeitando postulado por Althussere e que a Vanessa incorpora as nossas discussões. Como conseguir que nossos alunos consigam perceberem como sujeitos da sua ação e a obtenção da autonomia, o que Freire e Shor vão chamar de apoderamento.

  21. Rosane Sarturi permalink
    12/10/2009 22:51

    É importante perceber como as nossas leituras vão sendo incorporadas às discussões, fazendo emergir os pressupostos teóricos que podem sustentar uma prática docente voltada para a emancipação. Este encurtamento entre a teoria e prática eu chamos de coerência, que é diminuir a distência entre o que dizemos e fazemos, pois percebe-se claramente que as pessoas apropriam-se de discursos de vanguarda, porém permancem presos ao que Pecheux apresenta como uma das palavras-chave da análise do discurso, que é a memória discursiva.
    Abarços a todos, nos encontraremos pessoalmente no dia 20/10, às 8h30min na sala de aula, creio que a azul.. Porém o nosso diálogo continua….

  22. Wanda Maria Genro Appel permalink
    16/10/2009 11:15

    Como elemento fundamental, a ducação tem o sujeito que busca por meio dela a superação das suas imperfeições, seu saber relativo. Piaget não elaborou teorias do desenvolvimento da aprendizagem mas do desenvolvimento do conhecimento, ele interpretou a inteligência não como algo determinado e finito, mas como um processo em movimento o que deu base e permitiu aos educadores e pesquisadores educacionais e cognitivos possibilitar às crianças, jovens e adultos desenvolverem potencialmente esse conhecimento, desta forma, modifica não só a noção de como se aprende mas também com quem se aprende, o que no entender de Freire leva o homem a estar no mundo e com o mundo.

  23. Rosane Carneiro Sarturi permalink
    19/10/2009 21:34

    A partir das discussões realizadas podemos observar a convergência entre a teoria piagetiana e os estudos de Freire, que apresentam o tempo inteiro a necessidade do sujeito assumir-se como protagonista do seu processo de construção do conhecimento. Desta forma, a consciência do inacabamento apontado por Freire, como um dos saberes necessários à prática docente, surge como uma premissa para promover a interrelação com os sujeitos e a busca por um ser que quer mais, que não percebe o conhecimento como algo acabdo, como verdades absolutas e perenes.
    Cabe pensar o sentido político que atribuímos a educação, qual a intencionalidade que acerca a nossa prática docente, contra quem ou a favor de quem desenvolvemos o nosso ofício de mestre?

  24. martha helena oliveira noal permalink
    20/10/2009 3:31

    Ao ler estes comentarios acima fiquei pensando o tempo todo que o conceito de autonomia se aproxima muito do conceito de empoderamento, que seria resumidamente, a capacidade de fazer escolhas, de se apropriar do seu direito de escolher por si, o que pensar, o que sentir, o que fazer. E conforme Paulo Freire, no Pedagogia da Autonomia, isso passa primeiro pela consciência. Constatar, não para me adaptar, mas para mudar. “Constatando nos tornamos capazes de intervir na realidade”(pg 77). Mas ele também fala do respeito ao educando, ao seu direito de escolha, até de não se apropriar, não protagonizar. “Minha revolta em face da negação do direito de ser mais…”
    Então, como oferecer uma educação emancipatória?
    Quem sabe provocando.., instilando a curiosidade, de início ingênua como ele diz, até que chegue a curiosidade epistemológica.
    E uma das formas de provocar seria sair da linearidade da tabula rasa e propor implicitamente uma multiplicidade de vetores, seja de poderes hierarquicos, seja de linhas de pensamento, não mais causa e efeito, mas um diálogo de tantas outras possibilidades, não mais tu ensina e eu aprendo, mas uma transversalidade de saberes e poderes.
    Ele também fala em construção, tolerância, generosidade, sabendo que é um processo. Não se dá de um momento para o outro.
    O morador da favela que cita como exemplo só se apropriou do seu direito à autonomia, quando compreendeu não ser digno de vergonha ou culpa morar onde morava. Só a partir daí podera intervir pra essa favela mudar, ou ele próprio mudar da favela.

  25. ROSANE CARNEIRO SARTURI permalink
    25/10/2009 19:15

    Caros colegas de diálogo

    Observem oomo as nossas discussões vão promovendo várias reflexões e, o conjunto delas vai nos permitindo construir em conjunto os conceitos necessários a formatação de uma teoria que oriente o nosso “quefazer” pedagógico. Durante as nossas discussões e, no nosso último encontro chegamos a conclusão de que a conquista da autonomia parte da ação do sujeito na interação com o outro no conjunto da sociedade. Claro que a nossa busca não é por um consenso, no qual todos pensariam da mesma forma, mas é uma construção que apresenta uma unidade.
    Desta forma, vamos avançar um pouco mais na discussão, pensando um pouco acerca da questão da epistemologia. O que nós entendemos por epistemologia? Será que os professores tem consciência da relevância deta, para a sua atuação docente? Qual é o papel do sujeito na ou nas epistemologias que sutentam as práticas pedagógicas? Como nós acreditamos que os sujeitos aprendem ou apreendem?
    Continuemos a discussão…….

  26. wanda maria genro appel permalink
    26/10/2009 20:22

    A evasão e a repetência aconteceram tão logo surgiram as mudanças sociais, o que ocasionou alterações e reflexões nos currículos de maneira bastante veloz, dificultando assim, a nossa ~devida interação com os mesmos. Mas esta interação entre o sujeito e o objeto de conhecimento serviu de base às novas práticas em sala de aula e esta foi uma das grandes contribuições de ´Piaget, embora ele tenha previsto que os problemas surgiriam na complexidade da sala de aula, e a escola leva o nome de reprodutora do sistma social e não de desafiadora de estratégias de pensamento.
    Sugere-se então, que a tarefa do professor é refletir sobre os conteúdos selecionados. Fico a questão: Se refletir é dar opinião, não deveríamos partir para a hipercrítica para problematizar?

  27. wanda maria genro appel permalink
    28/11/2009 19:42

    Percebo que o grande paradoxo da educação é levar o sujeito a dar respostas fechadas num mundo aberto.Precisamos pensar as realidades que nós produzimos a partir das coisas que nos atravessam nesta imensa arena globalizada.
    Hoje não brigamos mais pelo território, brigamos pelo poder cultural, e a discussão cultural é reguladora, ela dá as cartas do jogo onde surge uma outra forma de soberania em que as fronteiras são móveis.
    Somos todos uma grande rede que podemos transitar sobre esse império cultural, cujo poder não tem limites, governa todo o mundo globalizado.
    E , cá estamos nós fazendo parte dessa rede que é a materialidade corpórea da escola, e esta está em crise .
    Mas esta crise é porque a escola se acha soberana na produção da verdade?

    • Marcelo permalink
      30/11/2009 12:14

      Olá Wanda e colegas,

      acredito que a tão falada crise da escola se dá justamente por ela não ser mais soberana na produção da verdade, como você escreve. A sociedade de hoje criou e difundiu várias formas de transmitir informação, de forma rápida, atraente e interessada. Interessa hoje ao trabalhador, ao cidadão, chegar em casa depois de seu longo dia de trabalho e assistir as notícias do dia de forma fragmentada, pronta, recortada, mesmo sem ter consciência disso. A discussão de idéias, a reflexão, a crítica não estão mais tão presentes em nossa cultura. Aí é que entra, a meu ver, o papel da escola, não mais como a única produtora de conhecimento, isso não é mais há um bom tempo, resta à cultura esoclar dar-se conta disso, mas sim a instituição que trabalha com todas essas possibilidades do sujeito, uma escola que trate do sujeito aprendente, crítico, pensante, desafiado.

      Marcelo

  28. wanda maria genro appel permalink
    30/11/2009 18:16

    Oi, que tempo horroroso gurizada!
    Pensando a crise, ou o caos, sendo ele (caos), um catalizador para resolvermos algo, é nesse caos que brota o crescimento, então precisamos acreditar que o que é produtivo não é sedentário, mas nômade, porque refletir é dar opinião, mas realizar a hipercritica é problematizar, então Marcelo concordo contigo quando dizes do nosso papel em trabalhar o sujeito em todas as suas possibilidades.
    O que se tem hoje é uma produção de que a escola para todos dá certo, e cada vez mais se multiplica gestores com esse pensamento, devemos buscar uma escola que DEVE SE TRANSFORMAR COM TODOS.
    Abraços Wanda

  29. wanda maria genro appel permalink
    13/12/2009 10:45

    Oi caros colegas!
    Paulo Freire em Educação e Mudança, coloca o nosso “compromisso profissional com a sociedade”. A sociedade contemporânea coloca como “responsabilidade social”, onde a pergunta é quem poderá comprometer-se. A nossa reflexão deve basear-se em tencionar as teorias existentes para resignificar nossas ações sobre o mundo, sendo capaz então, de transformações numa maneira humana de existir, recíproca entre sujeitos ou coisas independentes.
    Ainda não reconhecemos os conhecimentos empíricos de determinadas classes, somente aqueles adquiridos na academia não conseguindo entender o homem na sua totalidade, apenas vamos enchendo “as latas vazias” como Freire coloca.
    Estamos inteiramente dentro e completamente contra o domínio imperial, onde nenhum viés dialético é possível.

    • ROSANE permalink
      14/12/2009 14:52

      Caros&Caras

      Esta forma de iniciar uma conversa me reporta ao professor Fernando Becker, que sempre inicia suas mensagens desta forma.
      Na verdade a alusão é feita justamente pela forma como Freire buscou incluir todos os seres humanos, na linguagem da Educação e Mudança, o autor ainda se dirige aos homens, com a intenção inclusiva, porém a partir da crítica do movimento feminista americano, que chama a sua atenção para a exclusão presente na sociedade comandada pelos homens, brancos e europeus, que excluiram não apenas o sexo feminino, mas todo o sujeito que não estivesse enquadrado no esteriótipo de homem perfeito.
      Desta forma, cabe a colocação da Wanda, estamos enraizados dentro deste império? Continuamos acreditando que os sujeito não é sujeito, é um mero depósito? Qual é o nosso papel, como a questão epistemológica interfere na nossa prática docente?
      Vamos por a mão na massa, o povo anda com dificuldade de expressar-se, será esse um reflexo da nossa educação bancária?

  30. wanda maria genro appel permalink
    14/12/2009 16:12

    Olá, carríssimos!
    Mesmo com todo o investimento econômico (nunca houve como atualmente), ainda sentimos um vácuo nas práticas disciplinares, e o grande vilão continua sendo o excesso de reformas políticas, é a necessidade de transformação a partir dos paradigmas. Sempre se produz um novo método de se colocar o sujeito dentro da normalidade, o que significa que as relações aprofundam-se dentro da sociedade e que a coragem de renunciar aos efeitos de dominação é uma das condições para nos tornarmos (sem pisar na modéstia), sábios, porque Freire nos faz entender que poder e saber estão diretamente implicados.

  31. wanda maria genro appel permalink
    26/12/2009 12:12

    Feliz Natal e um 2010 cheio de amor e paz aos caros colegas e professora!
    Gadotti defende que a ação pedagógica limita-se à sala de aula e à relação professor-aluno.
    Neste caminho deparamo-nos com a burquesia que tenta reduzir as manifestações do pensamento; isso nos remete a Foucault quando fala dos muros que se criam como forma de impedir o acesso à luz, o que nos leva a concluir que a educação sempre será um ato político, onde a formação da sociedade disciplinar está intimamente ligada a um certo número de amplos processos históricos, econômicos, jurídicos, políticos, científicos onde as diciplinas são técnicas para assegurar a ordenação.

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